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Mulher acusada de matar policial civil alega legítima defesa


De acordo com o delegado João Rodrigo Uzzum, a acusada disse que realmente praticou o crime e contou detalhes do ato. Segundo Uzzum, Meire Pedreira alegou que ambos estavam discutindo, quando em um momento de violenta emoção, ela matou o marido com um tiro. Depois do crime, ela viu o erro cometido e fugiu da cidade. Ainda conforme o delegado, Meire afirma que havia um histórico de agressão contra ela por parte do marido.

“Vamos fazer uma busca nos arquivos da delegacia de São Gonçalo dos Campos para verificar se existe algum registro. O inquérito policial está ouvindo diversas testemunhas, tanto do fato em si, como testemunhas que sabem informar algo sobre o relacionamento do casal. Tudo indica que era um relacionamento conturbado. Ela alega, inclusive, que existem marcas no corpo de agressões ocorridas no dia do crime, e já foi expedido o guia de lesões para que ela seja submetida ao exame de corpo e delito. Agora vamos concluir a colheita de provas, relatar o inquérito e remeter ao Ministério Público”, afirmou.

João Uzzum explica que não pediu a prisão preventiva da acusada, pois não vislumbrou os requisitos exigidos, nesse caso específico. “Os requisitos da prisão preventiva ocorrem quando o elemento está ameaçando testemunhas, quando foge, quando possui antecedentes criminais ou se o crime tem uma repercussão extremamente negativa para a sociedade”, esclareceu.

O advogado da acusada, Dalvaro Neto, afirmou que o casamento de Meire Pedreira e do policial Mário Cesar Pedreira Filho, que durou cerca de 24 anos, era seguido de várias violências, tanto verbais quanto físicas, e que, inclusive, em um episódio, ela quebrou o braço.

“Ele era um homem que tinha vários relacionamentos e isso sempre influencia o convívio entre homem e mulher. As brigas foram se acumulando, ele era uma pessoa violenta e no dia do fato ela constatou que ele estava tendo um caso amoroso com uma mulher. Ele tentou tomar o telefone da mão dela, a agrediu na altura do rosto, depois ela sofreu um impacto, que seria um murro, se projetou, pegou o revólver e atirou. Ela se defendeu de uma ameaça eminente e usou o meio que tinha, senão ela sairia mais lesionada”, afirmou.

Segundo o advogado, Meire não sabia atirar, inclusive, atirou com a arma no compartimento. Dalvaro Neto informou ainda que a acusada estava com o psicológico abalado. “Ela fez uma operação de redução de estômago, e é necessário um acompanhamento psicológico, que ela não estava tendo. Além disso, estava sofrendo com ameaças e com a situação de saber que estava sendo traída.”

As informações e fotos são do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Fonte: Acorda Cidade